A água, o fogo, a terra e o ar pensaram em deixar uma recordação que perpetuasse através das idades a felicidade de seu encontro. Resolveram criar alguma coisa especial que, composta de fragmentos de cada um deles harmonicamente combinados, fosse também a expressão de suas diferenças e independência, e servisse de símbolo e exemplo para o homem. Eu porei as melhores forças de minhas entranhas - disse a terra - e alimentarei suas raízes. Eu porei as melhores linfas de meus seios - disse a água - e farei crescer sua haste. Eu porei minhas melhores brisas - disse o ar - e tonificarei a planta. Eu porei todo o meu calor - disse o fogo - para dar às suas corolas as mais formosas cores. Fibra sobre fibra foram construídas as raízes, a haste, as folhas e as flores. O sol abençoou-a e a planta deu entrada na flora regional, saudada como rainha. Quando os quatro elementos se separaram, a Flor de Lótus brilhava no lago em sua beleza imaculada, e servia para o homem como símbolo da pureza e perfeição humana. Tal como a flor do lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo suas flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram - do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência Iluminada. Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido mesmo no estado da mais profunda ignorância um Iluminado nunca poderia se erguer da escuridão.
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terça-feira, 26 de maio de 2015

Oração a Omulu Obaluaie



                                                             


Meu Pai Omulu
Meu Pai Obaluaie

Pedimos vosso amparo curador meu Pai.

Cure nossas doenças espirituais, que impedem nossa evolução.

Vós que sois o amparador dos espíritos caídos na ignorância, nos ampare e nos guie com vossos braços fortes de protetor da vida.

Espalhe vida em nossos campos vibratórios e envolva nossos corpos energéticos em vossas vibrações telúricas.

Senhor da terra abençoe o chão que pisamos e nos sustente para trilharmos caminhos retos e luminosos.

Cure-nos de nossos egoísmos, nossas vaidades, nossa ignorância, nossos rancores, nossas mágoas, nossas tristezas e ajude-nos a ter mais compaixão, alegria, confiança, fé, amor, tolerância, paciência para que vivamos em harmonia com os que nos cercam.

Cubra nossos lares com vosso manto protetor e cure todas as doenças materiais e espirituais que rodeiam eles.

Nos ampare na proteção da vida e que sejamos instrumentos luminosos do Divino Criador.

Envie vossa força curadora aos hospitais e a todos que enfermos estão nos seus lares a espera de uma luz que os cure.

Pai peço a vós que desça nesse terreiro agora iluminando meus médiuns, trazendo a cura para aqueles de merecimento.

Atotô meu Pai.

Adaptação da oração de Juntos no Candomblé

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

16 de agosto a Umbanda comemora o dia de Omulu/Obaluaye.



Em yoruba Oba se traduz por Rei. Auê se traduz como Terra.
Obaluaye então é o Rei da Terra.
Orixá estritamente ligado a terra é o orixá responsável por cuidar das epidemias e doenças. Possui o poder de cura mais que qualquer outra divindade, principalmente ad que afloram na superfície do corpo, as doenças de pele.
Obaluaye representa a face jovem. Omulu a face anciã. Omulu dança curvado, o velho, como carinhosamente é chamado. Obaluaye dança agilmente, energeticamente – o jovem..
Reza a lenda que Obaluaye nasceu com varias feridas, seu corpo era coberto de feridas.
Uma vez, retornando a aldeia onde nasceu encontrou todos os orixás em festa. Envergonhado pelo seu aspecto ficou escondido observando todos dançarem. Ogum percebendo sua presença e compreendendo seu constrangimento foi para a floresta e fez um capuz de palha da costa para cobrir Omulu. Feito isso, ele entrou na festa, mas mesmo assim não dançava.
Foi quando Iansã se aproximou e com seu vento soprou a roupa de palha e suas feridas pularam para o alto e se transformaram numa chuva de pipocas e todos viram o rapaz brilhante como o sol que era Obaluaye.
As pipocas são oferenda desse Orixá, elas têm o poder de purificação. Quando eu olho o milho de pipoca eu não consigo imaginar nada alem desse milho duro, amarelo, impróprio para comer, quebra-dente.
Quando eu olho um caroço de milho eu não consigo imaginar que dali sairá uma pipoca, não consigo imaginar seu sabor, sua textura, eu não tenho sequer noção da transformação que irá acontecer.
A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação que é uma inspiração para nossos olhos. Mas essa transformação só é possível pelo poder do fogo.
Assim é Obaluaye, energia transformadora que nos anima com o fogo da vontade para nos transformarmos em pessoas melhores, deixando de ser milhos impróprios e nos transformando, através de bons pensamentos, em pipocas macias.

Atotô meu Pai!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Oração do Umbandista.

Senhor faça de mim um instrumento da Vossa Comunicação.
Onde tantos mistificam, que eu leve a palavra da verdade!
Onde tantos procuram ser servidos, que eu leve a alegria de servir!
Onde tantos fecham os olhos para a prática do bem, que eu abra meu coração para acolher!
Onde tantos usam a Umbanda como comércio, que eu seja usado pela Umbanda para o Amor!
Onde tantos espalham a ignorância e o preconceito, que eu saiba agir pela Luz do Conhecimento e da Razão!
Onde a vida perdeu o sentido, que através da Umbanda eu leve o Sentido de viver!
Onde tantos me pedem um “despacho”, que eu saiba ensinar a benção do trabalho interno!
Onde haja doença, que eu leve a vibração de saúde do Sr. Oxossi.
Onde haja desespero que eu leve a concórdia e a placidez das Águas.
Onde houver desânimo, que eu leve a determinação e tenacidade do Sr. Ogum.
Onde houver injustiça, que eu leve o discernimento e a justiça do Sr. Xangô.
Onde tantos me pedem um milagre, que eu seja a humildade do Preto Velho!
Onde tantos estão sempre distantes, que eu possa fazer a Umbanda sempre presente!
Onde tantos sofrem da solidão que faz morrer, que eu seja a pureza de Ibejada, espalhando a alegria!
Onde tantos morrem na matéria que passa, que o Sr. Omulu me abençoe com a vibração da terra, geradora permanente de vida.
Onde tantos olham para a terra, que eu seja um espelho de Aruanda, a refletir sua Luz na terra!

Saravá Umbanda.